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Medicina, cultura e arte – saúde em debate

Foi chamada desconferência. Este encontro com jovens, em sua maioria estudantes de medicina, que usam o aprendizado da arte do palhaço como parte de sua formação médica. O mais fascinante deste movimento é que ele nasce do desejo destes jovens, uma organização espontânea em torno da necessidade de rever questões sobre a formação médica. Foi sobre isso que conversamos durante 2 horas no sábado, dia 8 de outubro no segundo encontro de Arte, Medicina e Cultura.

Foi emocionante estar lá. Fazer o que o palhaço faz é fácil se pensarmos que ele se prepara para isso, faz parte de seu oficio. Levar os princípios do palhaço como fragilidade, vulnerabilidade, subversão para a formação médica é levar esta formação para um passo novo (ou um lugar muito antigo). É desafiador, recupera princípios fundamentais do oficio médico. Em nossa conversa partirmos de uma pergunta: Porque palhaço? Estes jovens colocaram reflexões que falam de um lugar consciente, de necessidades urgentes e essenciais. Ter espaço para desenvolvimento como pessoas. Poder ampliar o lugar do oficio médico: ter espaço para sentimentos como medo, tristeza. Poder ter um espaço de qualidade no contato com o paciente. A formação através da máscara do palhaço é um meio para isso. Estes jovens estão escrevendo história. É com orgulho que faço parte dela.

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