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Reconectar – Morgana Masetti

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Reconectar

Ter canais disponíveis para o sofrimento que ainda nos toca e nos revela sentimentos de solidariedade e indignação. Luta cotidiana contra a banalização da violência. A violência explicita, mas, principalmente, a sutil. Cotidiano de cenários grotescos, paródias silenciosas impostas aos que não tem outra opção, disponíveis aos que tem coragem de se aproximar.

Os hospitais são um desses cenários. Fronteiras de uma guerra particular em busca de nossa humanidade. Locais onde a doença prova se explicitar. A fragilidade ganha nome. Cenário da realidade social, das escolhas de um povo. Ali chegará o fígado deteriorado, a realidade do alcoólatra. Chegam os filhos do tráfico, da violência doméstica, do abandono, da falta de saneamento, de água potável.

Nestas construções cobertas ao externo, a vida prova o impensável. Ali profissional de saúde e doente provam encontros. Nessa zona de fronteira eles trocarão olhares, cuidados, nesse cenário terão o desafio de continuar a sentir, acolher, empatizar: a viver suas humanidades. Tudo conspirará contra: a superlotação, os salários, as dores, a falta de remédios, de profissionais, a gravidade dos doentes, o teto que cai e, principalmente, a necessidade de, a cada dia, retornar.

Considero importante a descrição destes cenários, histórias sobre a vida que ali acontece. Não as histórias jornalísticas. Destas nosso cotidiano está cheio e cria defesas para sobreviver. Dar trato a poesia das histórias, as que podem nos reconectar com o outro. Não a poesia que ameniza, mas a que revela e permite que nos aproximemos e provemos o desejo de ligação com a história do outro.

Isto é o que faz Carla Raiter ao fotografar corpos de mulheres tatuados com historias escritas na própria pele. Estas histórias são parte de seus relatos sobre o que viveram ao serem atendidas no momento do parto. Com seu trabalho Carla nos lembra que é preciso sempre continuar buscando formas de dizer . Para saber mais sobre o projeto, clique aqui.
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