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À luz de Lisboa, a voz de Pessoa

Nos últimos dias tive oportunidade de viver Espanha e Portugal. Espanha para um congresso de Psicologia Positiva, onde apresentei resultados de pesquisa sobre a atuação dos Doutores da Alegria nos hospitais junto com o H-CRIN (Hospital-Clown Research International Network), um grupo europeu de pesquisadores que participo como colaboradora.

O Congresso foi muito interessante. Um esforço enorme de pesquisadores para mudar o foco de visão dos estudos científicos para aspectos positivos e de força das pessoas, no lugar de focar o que não funciona. Existe uma discrepância enorme entre o número de estudos sobre doenças, stress, etc e estudos que entendam como funcionam as pessoas saudáveis. Os primeiros são muito elevados. Mas a ciência está, finalmente, conseguindo provar o que todos entendemos no senso comum: pessoas positivas vivem mais tempo, se recuperam mais rápido quando estão doentes, desenvolvem menos doenças (vejam os estudos de Enrique G.Fernadez – Abascal). De lá fui para Porto em Portugal trabalhar com Susana Caires pesquisadora da Universidade de Minho. Juntas estamos melhorando questionários aplicados na ultima pesquisa que realizei sobre os resultados da atuação dos Doutores da Alegria segundo os profissionais de saúde e desenvolvendo um questionário para pais: uma parceria Brasil- Portugal (Doutores da Alegria – Operação Nariz Vermelho) com aplicação simultanea dos questionários. Depois, em Lisboa, acompanhei o trabalho do grupo Operação Nariz Vermelho no hospital e estive com os artistas em sua linda sede a beira do rio Tejo para aulas e apresentação da pesquisa.

Vivi Lisboa – cidade luz – com pessoas que me acolheram intensamente (obrigada em especialPaola D’Agostino). Vivi 21 de março – dia internacional da poesia em sarau com versos do maravilhoso Fernando Pessoa. Encerro aqui com palavras dele. Espero vocês possam ouvir sua voz, a melodia de Portugal, eco de nossa história, das pedras portuguesas que hoje desenham as ondas das ruas por onde eu caminho.

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no universo…
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho que vejo
E não do tamanho da minha altura…
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo céu,
Tornam –nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E torna-nos pobres porque a nosso única riqueza é ver.

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